Esqueça a ideia de que apenas as grandes corporações têm de se preocupar com a proteção de dados. Se gere uma pequena ou média empresa (PME), proteger a sua informação sensível contra riscos internos — os que têm origem dentro da própria organização — é fundamental. Na verdade, os riscos representados pelas ameaças internas podem afetar as empresas mais pequenas com ainda mais força do que as grandes!
Neste guia, abordamos a gestão de risco interno especificamente para PME, com estratégias práticas e dicas acionáveis que ajudam a aliviar as suas preocupações.
O risco interno refere-se ao potencial dano ou perigo representado por indivíduos dentro de uma organização que possam, intencional ou involuntariamente, comprometer a segurança ou os dados da organização.
Tipos de ameaças internas
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Já abordámos com profundidade os pormenores das ameaças internas noutro artigo, pelo que não entraremos aqui em mais detalhe. Mas recomendamos vivamente que leia mais sobre as ameaças internas aí — encontra de tudo, desde os tipos de ameaças internas a boas práticas para as prevenir e saber como reagir caso ocorra uma na sua empresa.
O que queremos sublinhar neste artigo é que as consequências das violações internas para pequenas e médias empresas podem ser profundas e que, mesmo que o seu negócio ainda não seja um gigante, continua a precisar de se proteger.
As perdas financeiras resultantes de violações de dados podem paralisar uma PME. Além disso, os danos reputacionais que se podem seguir podem manchar a marca e a credibilidade da PME, tornando muito difícil — ou mesmo impossível — a recuperação. A falha em proteger dados sensíveis pode ainda sujeitar as PME a sanções regulamentares, responsabilidades legais e coimas, comprometendo ainda mais a sua viabilidade.
As pequenas e médias empresas enfrentam vários desafios distintos na gestão de riscos internos:
1. Orçamentos limitados: as PME operam frequentemente com recursos financeiros restritos, o que dificulta o investimento em medidas abrangentes de cibersegurança e em pessoal dedicado.
2. Falta de equipas de cibersegurança dedicadas: ao contrário das empresas maiores, as pequenas e médias empresas podem não ter equipas de cibersegurança dedicadas ou pessoal com experiência na identificação e mitigação de ameaças internas. As pequenas empresas resolvem-se muitas vezes com um "responsável de TI" ou dois que tratam de tudo, mas que não têm necessariamente a experiência para considerar as ameaças internas tanto quanto deveriam. De um modo geral, as PME podem ter dificuldade em detetar e responder a ameaças internas devido à sua estrutura organizacional.
3. Trabalho remoto e dependência da cloud: a tendência para o trabalho remoto e a dependência de soluções na cloud e ferramentas de colaboração como o Slack introduziram novas complexidades na gestão de risco interno. Isto porque os ambientes remotos não têm, normalmente, o mesmo nível de supervisão e controlo que os ambientes de escritório tradicionais. Se permite BYOD (bring your own device), eis outra potencial camada de segurança fraca. Se a sua empresa permite qualquer um destes cenários, terá de implementar controlos de acesso robustos e mecanismos de cifragem para mitigar o risco interno.
4. Subestimar a importância da proteção de dados: algumas PME podem não dar a devida prioridade à proteção de dados, incluindo à gestão de ameaças internas, por considerarem que são alvos menos prováveis. Outras carecem de consciência sobre as potenciais consequências das violações de dados.
| Dica: Leia mais sobre a importância da proteção de dados para PME no nosso artigo "Proteja o seu negócio: por que motivo as pequenas empresas têm de prevenir a perda de dados" |
Nas secções seguintes, vamos analisar estratégias de gestão de risco interno adaptadas às necessidades e às limitações das PME, explorando abordagens práticas e dicas para começar.
Antes de avançar para estratégias individuais, terá de colocar toda a sua empresa na mentalidade certa: uma mentalidade de segurança. Fomentar uma cultura de consciência de segurança é fundamental para que as pequenas e médias empresas se defendam eficazmente das ameaças internas.
Eis como pode começar a construir um ambiente consciente da segurança no seu negócio:
Comece por garantir o apoio da gestão da empresa. Quando os executivos demonstram que estão a levar a segurança a sério, isso encoraja todos os outros a fazer o mesmo.
Realize sessões de formação regulares para educar os colaboradores sobre as várias formas de ameaças internas, com exemplos da vida real e dicas práticas que os ajudem a reconhecer e a responder a potenciais ameaças. Temos dicas sobre como formar os colaboradores de uma forma que ressoe com eles e os faça perceber que a cibersegurança é um esforço de equipa.
Crie regras de segurança simples e diretas que cubram a forma como os colaboradores devem usar o hardware e o software da empresa, gerir os dados, gerir as palavras-passe e reportar problemas. Garanta que todos conhecem essas regras, falam delas com frequência e as cumprem de forma consistente.
Não pare de comunicar! As pessoas esquecem-se das coisas, por isso é importante recordá-las regularmente. Facilite aos colaboradores a comunicação de problemas, o esclarecimento de dúvidas e o pedido de ajuda. Encoraje a honestidade e a responsabilidade no tratamento de questões de segurança.
Agora que já viu como preparar o terreno para a gestão de risco interno na sua pequena ou média empresa, eis estratégias práticas e boas práticas concebidas especificamente para responder às necessidades das PME:
Ao colocar em prática estas estratégias de gestão de risco interno, personalizadas para pequenas e médias empresas, está a reforçar a sua defesa contra ameaças internas. Tudo se resume a manter os seus dados sensíveis e operações de negócio em segurança.
Para uma lista abrangente de boas práticas para prevenir ameaças internas numa empresa de qualquer dimensão, consulte o nosso artigo sobre deteção de ameaças internas.
Na Safetica, compreendemos os desafios únicos que as PME enfrentam na gestão dos riscos internos. Desde a monitorização dos colaboradores e análise de comportamentos até à emissão de alertas em tempo real e à proteção de dados na cloud, a Safetica equipa as PME com as ferramentas necessárias para salvaguardar a sua informação sensível.
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