Safetica Blogs

7 estratégias de Insider Risk Management para uma empresa de média dimensão

Written by Sample HubSpot User | 15/mai/2024 7:00:00

Esqueça a ideia de que apenas as grandes corporações têm de se preocupar com a proteção de dados. Se gere uma pequena ou média empresa (PME), proteger a sua informação sensível contra riscos internos — os que têm origem dentro da própria organização — é fundamental. Na verdade, os riscos representados pelas ameaças internas podem afetar as empresas mais pequenas com ainda mais força do que as grandes!

Neste guia, abordamos a gestão de risco interno especificamente para PME, com estratégias práticas e dicas acionáveis que ajudam a aliviar as suas preocupações.

 

Compreender o risco interno nas empresas de média dimensão

O risco interno refere-se ao potencial dano ou perigo representado por indivíduos dentro de uma organização que possam, intencional ou involuntariamente, comprometer a segurança ou os dados da organização.

Tipos de ameaças internas

  • Não intencionais: estas ameaças resultam de erro humano ou negligência, conduzindo a fugas acidentais de dados, configurações incorretas, suscetibilidade a ataques de phishing e tratamento inadequado de dados.
  • Maliciosas: esta categoria envolve indivíduos com intenções maliciosas que procuram deliberadamente prejudicar a organização através de ações como roubo de dados, sabotagem, espionagem e fraude interna. 


Já abordámos com profundidade os pormenores das ameaças internas noutro artigo, pelo que não entraremos aqui em mais detalhe. Mas recomendamos vivamente que leia mais sobre as ameaças internas aí — encontra de tudo, desde os tipos de ameaças internas a boas práticas para as prevenir e saber como reagir caso ocorra uma na sua empresa.

Consequências das ameaças internas para as PME

O que queremos sublinhar neste artigo é que as consequências das violações internas para pequenas e médias empresas podem ser profundas e que, mesmo que o seu negócio ainda não seja um gigante, continua a precisar de se proteger.

As perdas financeiras resultantes de violações de dados podem paralisar uma PME. Além disso, os danos reputacionais que se podem seguir podem manchar a marca e a credibilidade da PME, tornando muito difícil — ou mesmo impossível — a recuperação. A falha em proteger dados sensíveis pode ainda sujeitar as PME a sanções regulamentares, responsabilidades legais e coimas, comprometendo ainda mais a sua viabilidade.

 

Desafios únicos enfrentados pelas PME

As pequenas e médias empresas enfrentam vários desafios distintos na gestão de riscos internos:

1. Orçamentos limitados: as PME operam frequentemente com recursos financeiros restritos, o que dificulta o investimento em medidas abrangentes de cibersegurança e em pessoal dedicado.

2. Falta de equipas de cibersegurança dedicadas: ao contrário das empresas maiores, as pequenas e médias empresas podem não ter equipas de cibersegurança dedicadas ou pessoal com experiência na identificação e mitigação de ameaças internas. As pequenas empresas resolvem-se muitas vezes com um "responsável de TI" ou dois que tratam de tudo, mas que não têm necessariamente a experiência para considerar as ameaças internas tanto quanto deveriam. De um modo geral, as PME podem ter dificuldade em detetar e responder a ameaças internas devido à sua estrutura organizacional.

3. Trabalho remoto e dependência da cloud: a tendência para o trabalho remoto e a dependência de soluções na cloud e ferramentas de colaboração como o Slack introduziram novas complexidades na gestão de risco interno. Isto porque os ambientes remotos não têm, normalmente, o mesmo nível de supervisão e controlo que os ambientes de escritório tradicionais. Se permite BYOD (bring your own device), eis outra potencial camada de segurança fraca. Se a sua empresa permite qualquer um destes cenários, terá de implementar controlos de acesso robustos e mecanismos de cifragem para mitigar o risco interno.

4. Subestimar a importância da proteção de dados: algumas PME podem não dar a devida prioridade à proteção de dados, incluindo à gestão de ameaças internas, por considerarem que são alvos menos prováveis. Outras carecem de consciência sobre as potenciais consequências das violações de dados.

Dica: Leia mais sobre a importância da proteção de dados para PME no nosso artigo "Proteja o seu negócio: por que motivo as pequenas empresas têm de prevenir a perda de dados"

Nas secções seguintes, vamos analisar estratégias de gestão de risco interno adaptadas às necessidades e às limitações das PME, explorando abordagens práticas e dicas para começar.

 

Como construir uma cultura de consciência de segurança

Antes de avançar para estratégias individuais, terá de colocar toda a sua empresa na mentalidade certa: uma mentalidade de segurança. Fomentar uma cultura de consciência de segurança é fundamental para que as pequenas e médias empresas se defendam eficazmente das ameaças internas.

Eis como pode começar a construir um ambiente consciente da segurança no seu negócio:


Comece por garantir o apoio da gestão da empresa. Quando os executivos demonstram que estão a levar a segurança a sério, isso encoraja todos os outros a fazer o mesmo.


Realize sessões de formação regulares para educar os colaboradores sobre as várias formas de ameaças internas, com exemplos da vida real e dicas práticas que os ajudem a reconhecer e a responder a potenciais ameaças. Temos dicas sobre como formar os colaboradores de uma forma que ressoe com eles e os faça perceber que a cibersegurança é um esforço de equipa.


Crie regras de segurança simples e diretas que cubram a forma como os colaboradores devem usar o hardware e o software da empresa, gerir os dados, gerir as palavras-passe e reportar problemas. Garanta que todos conhecem essas regras, falam delas com frequência e as cumprem de forma consistente.


Não pare de comunicar! As pessoas esquecem-se das coisas, por isso é importante recordá-las regularmente. Facilite aos colaboradores a comunicação de problemas, o esclarecimento de dúvidas e o pedido de ajuda. Encoraje a honestidade e a responsabilidade no tratamento de questões de segurança.

Estratégias de gestão de risco interno para PME

Agora que já viu como preparar o terreno para a gestão de risco interno na sua pequena ou média empresa, eis estratégias práticas e boas práticas concebidas especificamente para responder às necessidades das PME:


Estabelecer uma política de segurança de dados

 

  • Desenvolva uma política abrangente de segurança de dados: defina orientações, procedimentos e boas práticas para o tratamento de informação sensível na organização. Esta política deve cobrir aspetos como classificação de dados, controlos de acesso, normas de cifragem, protocolos de resposta a incidentes e responsabilidades dos colaboradores.
    Dica: pode usar a norma internacional ISO 27001 como guia para criar um sistema eficaz de gestão da segurança da informação.
  • Mantenha-a atualizada: reveja e atualize regularmente a política de segurança de dados para refletir as alterações na tecnologia, nos processos de negócio e nas regulamentações.
  • Eduque-se sobre regulamentações de dados: garanta que a política está alinhada com os requisitos regulamentares e com normas do setor relevantes para a sua área de negócio, como o GDPR, a HIPAA, a PCI DSS ou o European Data Act.

Gestão de acessos Zero Trust

  • Adote a abordagem Zero Trust: abrace o princípio do Zero Trust, em que a confiança nunca é assumida, mesmo para pessoas internas. Implemente mecanismos de verificação contínua para garantir que apenas indivíduos autorizados podem aceder a dados e sistemas sensíveis.
  • Revisões regulares de acesso: realize revisões periódicas dos direitos de acesso dos utilizadores para identificar e revogar permissões desnecessárias, reduzindo assim a superfície de ataque para ameaças internas.

Cifragem de dados e autenticação de dois fatores

  • Implemente cifragem de dados: utilize técnicas de cifragem para codificar dados sensíveis, tanto em trânsito como em repouso, salvaguardando-os de acessos ou intercepções não autorizados. Por exemplo, cifrar e-mails que contenham informação sensível garante que, mesmo se intercetados, o conteúdo permanece ilegível sem a chave de decifragem.
  • Adote a autenticação de dois fatores (2FA): implemente o 2FA como camada adicional de segurança para além da autenticação tradicional por nome de utilizador e palavra-passe. Exija aos utilizadores duas formas de identificação antes de conceder acesso. Por exemplo, ao iniciar sessão em contas de trabalho, os colaboradores têm de introduzir a palavra-passe (primeiro fator) e um código de utilização única recebido no dispositivo móvel (segundo fator), garantindo o acesso apenas a pessoal autorizado.

Educação e consciência dos colaboradores

  • Sessões de formação regulares: realize sessões de formação regulares para educar os colaboradores sobre a importância da segurança de dados, as ameaças internas comuns e as boas práticas para salvaguardar informação sensível.
  • Formação por função: adapte os programas de formação a funções e responsabilidades específicas, sublinhando a importância de manter a confidencialidade e seguir os protocolos de segurança.
  • Promova uma cultura consciente da segurança: fomente uma cultura de consciência de segurança em que os colaboradores se sintam habilitados a reportar atividades suspeitas e a cumprir as políticas de segurança.

Procedimentos de offboarding de colaboradores

  • Processo de offboarding seguro: estabeleça procedimentos claros para realizar o offboarding seguro de colaboradores, incluindo a revogação de direitos de acesso, a recolha de dispositivos da empresa e a realização de entrevistas de saída para identificar potenciais riscos internos.
  • Desative o acesso prontamente: desative o acesso aos sistemas e dados corporativos imediatamente após a saída ou cessação de funções de um colaborador, minimizando o risco de acesso não autorizado ou exfiltração de dados por antigos colaboradores descontentes.
  • Recuperação e eliminação de dados: implemente processos de recuperação e eliminação de dados para garantir que a informação sensível armazenada em dispositivos ou contas dos colaboradores é eliminada de forma segura ou transferida para os colaboradores sucessores.

Planeamento da resposta a incidentes

  • Desenvolva um plano de resposta a incidentes: elabore um plano claro que descreva o que fazer em caso de incidente de ameaça interna. Garanta que cobre tudo, desde a deteção do problema à correção e ao regresso à normalidade.
  • Escolha a sua equipa de resposta a incidentes: decida quem é responsável pelo quê durante um incidente. Atribua papéis e garanta que todos sabem o que devem fazer para gerir a situação sem sobressaltos.
  • Teste e atualize o plano regularmente: teste e atualize regularmente o plano de resposta a incidentes para refletir as alterações na tecnologia, na dinâmica da força de trabalho e nas tendências emergentes de ameaças internas.

Soluções de Data Loss Prevention (DLP)

  • Invista em tecnologia de DLP: pondere implementar soluções de DLP que possam ser adaptadas às necessidades e às restrições orçamentais das PME, oferecendo funcionalidades como descoberta e classificação de dados, gestão da atividade do utilizador, proteção de dados na cloud e monitorização e alertas em tempo real. Sem querer puxar a brasa à nossa sardinha, o produto da Safetica faz exatamente isto (e muito mais!).
  • Implemente agentes de DLP de endpoint: se a sua empresa utiliza colaboradores em remoto, instale agentes de DLP nos dispositivos de endpoint para monitorizar e controlar transferências de dados, garantindo que a informação sensível se mantém protegida, mesmo em ambientes de trabalho remoto.

 

Ao colocar em prática estas estratégias de gestão de risco interno, personalizadas para pequenas e médias empresas, está a reforçar a sua defesa contra ameaças internas. Tudo se resume a manter os seus dados sensíveis e operações de negócio em segurança.

Para uma lista abrangente de boas práticas para prevenir ameaças internas numa empresa de qualquer dimensão, consulte o nosso artigo sobre deteção de ameaças internas.

 

Como a Safetica pode ajudar as PME a gerir ameaças internas

Na Safetica, compreendemos os desafios únicos que as PME enfrentam na gestão dos riscos internos. Desde a monitorização dos colaboradores e análise de comportamentos até à emissão de alertas em tempo real e à proteção de dados na cloud, a Safetica equipa as PME com as ferramentas necessárias para salvaguardar a sua informação sensível.

Leia as histórias dos nossos clientes — trabalhamos com empresas de todas as dimensões em vários setores.

Reforce hoje a segurança da sua organização com a Safetica como parceira. Deixe-nos guiá-lo numa jornada rumo a uma maior resiliência em cibersegurança e a uma maior tranquilidade.

Marque uma demonstração para que possamos mostrar o que a Safetica pode fazer pela sua empresa em específico e explicar todas as funcionalidades que pode escolher ao optar pelo nosso produto.